Precisamos falar sobre empatia

 

Atualmente, é comum perceber nos mais variados contextos preocupação e queixas referentes às atitudes problemáticas de crianças e adolescentes. Dentre os problemas mais citados, estão os comportamentos agressivos direcionados aos outros, demonstrando uma despreocupação com as consequências dos atos. É necessário compreender que esse tipo de problema é complexo e multifatorial, mas é também reflexo de um possível déficit em algo chamado de habilidade de empatia, e é sobre ela que precisamos falar.

A empatia faz parte de um conjunto de habilidades sociais e está relacionada à capacidade de se colocar no lugar do outro. Aspectos como ouvir e prestar atenção no outro, demonstrando-lhe interesse e preocupação, respeitar e compreender os sentimentos de alguém diante de determinada situação, dentre outros, fazem parte do repertório de comportamentos de pessoas com habilidade de serem empáticas. Além do mais, pessoas com essa habilidade são facilmente notadas por serem mais sensíveis, calorosas e amigáveis, o que amplia a possibilidade de relações afetivas mais saudáveis.

O desenvolvimento da empatia pode se dar desde muito cedo na criança e são múltiplos os fatores que contribuem para a sua progressão, especialmente, a relação com os pais ou cuidadores. Para isso, é necessário que as práticas parentais contemplem relação de carinho entre pais e filhos, elogios, expressão moderada de emoções, bem como estratégias positivas para lidar com o sofrimento do filho. Um ambiente familiar com essas características possibilita que as crianças se sintam mais acolhidas para demonstrarem seus sentimentos, o que sugere maior suporte para resolução de problemas e a capacidade de se colocarem no lugar do outro.

Pode-se compreender que desenvolver empatia nos filhos é uma forma de protegê-los, a fim de que tenham não apenas uma infância e uma adolescência mais saudáveis, mas também para que sejam adultos formadores de uma geração que se preocupa com os outros e que pensa nas consequências de seus atos.

Vanessa Trintin

Psicóloga Clínica CRP 07/24700

Mestranda em Psicologia Clínica pela Unisinos

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