Precisamos falar sobre empatia

 

Atualmente, é comum perceber nos mais variados contextos preocupação e queixas referentes às atitudes problemáticas de crianças e adolescentes. Dentre os problemas mais citados, estão os comportamentos agressivos direcionados aos outros, demonstrando uma despreocupação com as consequências dos atos. É necessário compreender que esse tipo de problema é complexo e multifatorial, mas é também reflexo de um possível déficit em algo chamado de habilidade de empatia, e é sobre ela que precisamos falar.

A empatia faz parte de um conjunto de habilidades sociais e está relacionada à capacidade de se colocar no lugar do outro. Aspectos como ouvir e prestar atenção no outro, demonstrando-lhe interesse e preocupação, respeitar e compreender os sentimentos de alguém diante de determinada situação, dentre outros, fazem parte do repertório de comportamentos de pessoas com habilidade de serem empáticas. Além do mais, pessoas com essa habilidade são facilmente notadas por serem mais sensíveis, calorosas e amigáveis, o que amplia a possibilidade de relações afetivas mais saudáveis.

O desenvolvimento da empatia pode se dar desde muito cedo na criança e são múltiplos os fatores que contribuem para a sua progressão, especialmente, a relação com os pais ou cuidadores. Para isso, é necessário que as práticas parentais contemplem relação de carinho entre pais e filhos, elogios, expressão moderada de emoções, bem como estratégias positivas para lidar com o sofrimento do filho. Um ambiente familiar com essas características possibilita que as crianças se sintam mais acolhidas para demonstrarem seus sentimentos, o que sugere maior suporte para resolução de problemas e a capacidade de se colocarem no lugar do outro.

Pode-se compreender que desenvolver empatia nos filhos é uma forma de protegê-los, a fim de que tenham não apenas uma infância e uma adolescência mais saudáveis, mas também para que sejam adultos formadores de uma geração que se preocupa com os outros e que pensa nas consequências de seus atos.

Vanessa Trintin

Psicóloga Clínica CRP 07/24700

Mestranda em Psicologia Clínica pela Unisinos

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COMO IDENTIFICAR UMA CRIANÇA HIPERATIVA?

Atualmente a desatenção e a hiperatividade tem sido apontadas como fatores

comuns na dificuldades de aprendizagem, problemas comportamentais e transtornos do

desenvolvimento infantil. Podemos afirmar que é um dos transtornos infantis mais

estudados em vários países.

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“No mundo da lua” e “a mil por hora” são algumas das definições que as

crianças com hiperatividade e desatenção recebem no decorrer do seu

desenvolvimento. Conhecido também como TDAH,  esse diagnóstico tem sido

difundido entre as crianças em idade escolar de forma generalizada, em alguns casos

sem um estudo aprofundado e critérios bem definidos.

 

Como identificar uma criança hiperativa?

 

Muitos pais e professores sentem dificuldades para identificar se a criança é

portador de TDAH, ou se o que lhe falta é limites, dado que as crianças nesses estados

podem apresentar sintomas parecidos.

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É uma avaliação complexa, pois o TDAH pode trazer transtornos associados que

podem intensificar ou maquiar algumas características, dificultando a identificação

mais precisa do diagnóstico e princialmente o caminho do tratamento a ser percorrido.

Por isso, a importância de um acompanhamento eficiente com profissional qualificado.

Como é o comportamento de crianças diagnosticadas com hiperatividade?

Crianças que sofrem de TDAH apresentam conduta inapropriada para sua idade. Custa-

lhes controlar seu comportamento, suas emoções e pensamentos.

De uma forma geral, as crianças com esse diagnóstico frequentemente tem

dificuldades para manter a atenção em tarefas e atividades lúdicas ou educacionais.

 

Como e quando é feito o diagnóstico da criança?

 

O TDAH costuma ser diagnosticado no início da idade escolar, por volta dos 6

anos, quando os sintomas começam a ser mais evidentes e alguns problemas de

aprendizagem começam a aparecer.

No entanto, algumas características já podem ser perceptíveis desde a primeira

infância. Tomando alguns cuidados em relação a faixa etária, é possível desde cedo,

identificar e estimular algumas habilidades que podem auxiliar no repertório

comportamental dessas crianças, como: memória, atenção, concentração, autoconfiança,

tolerância a frustração, percepção viso-motora, entre outras.

Ainda assim, é importante distinguir a verdadeira hiperatividade dos

comportamentos ativos e impulsivos exibidos pelas crianças normais.

Portanto, a avaliação e o diagnóstico devem ser feitas por profissionais especializados

que analisam a intensidade e a frequência em que os comportamentos ocorrem e o grau

de afetação na vida cotidiana da criança e da família

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Qual a cura para esse transtorno infantil?

 

O TDAH não tem cura, justamente porque não precisa de cura. Precisa de

esclarecimentos e aprendizagem comportamental. Hoje temos várias terapias

especializadas, que auxiliam a criança a desenvolver sua consciência comportamental,

ampliando seu repertório e controlando sua impulsividade. Algumas linhas de

tratamento sugerem o uso de medicamentos, que precisam de uma avaliação mais

cautelosa – não descarto sua importância, porém são casos bem específicos e por tempo

determinado.

Clinica Cafe Esteio RS

Psicologia em Esteio

http://www.clinicafe.com.br

Psicóloga Esp. Ariane Lizze Vieira

CRP 07/24288

 

Clinica cafe – artigo sobre “Pânico” VENCENDO O PÂNICO COM A TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL

Clinica cafe – artigo sobre “Pânico”
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VENCENDO O PÂNICO COM A TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL


A Terapia Cognitiva Comportamental ira ajudar o paciente a entender o ciclo do pânico, sintomas associados, e estratégias de manejo.

 


Primeiro, precisamos entender que o modo da gente pensar determina o que sentimos. Qualquer situação com que nos deparamos, automaticamente nos faz pensar coisas boas ou ruins sobre ela. Numa situação, se eu penso que estou em perigo, sinto medo; se penso que vai acontecer uma coisa ótima, fico alegre. Assim, qualquer sentimento é sempre causado por algum pensamento. 

Durante um ataque de pânico, a frase mais freqüente é: “Eu tenho que sair daqui”. A fuga daquela situação provocadora do pânico parece ser sua única saída. Apenas com o fato de abandonar o local, você já se sente aliviado(a). O seu corpo então retoma, aos poucos, seu nível normal de funcionamento: o batimento cardíaco diminui, a respiração volta ao normal, e você não se sente mais tonto(a) ou tremendo. Você pensa: “Graças a Deus eu saí de lá !”. O terceiro estágio do Ciclo do Pânico é o da fuga e alívio. A fuga do ambiente causador da ansiedade justamente reforça o pânico.
Como as crises acontecem de repente, em situações diversas, e são muito assustadoras, as pessoas tendem a procurar, no início deste processo, ajuda médica, em geral cardiológica, por pensarem que se trata de um problema cardíaco. Aos poucos, com a repetição delas, começam a se sentir inseguras e pouco confiantes em ficar sozinhas ou saírem à rua desacompanhadas. Com isso passam a fazer muitas coisas apenas com a companhia de alguém, na idéia de que se acontecer algo, o acompanhante poderá tomar providências, como levá-las a um médico ou para casa ou outro local sentido como seguro.

 

Pensamentos assustadores durante um Ataque de Pânico

Os Psicólogos em esteio na clinica cafe, estão em constante treinamento para cuidar bem de sua saúde! Psicologia em  esteio e muitas outras especialidades a 18 anos.

PSICOTERAPIA COM CRIANÇAS

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       A psicoterapia com crianças pode ser definida como uma intervenção que visa atender problemas diversos, que causam estresse emocional, interferem no dia-a-dia da criança, dificultam o desenvolvimento das habilidades adaptativas e/ou ameaçam o bem-estar da criança e dos outros à sua volta. A psicoterapia de crianças é um instrumento psicoterapêutico relevante. Por funcionar como “um trabalho preventivo que propicia a construção de bases mais sólidas para a integração mental” (Motta, 2008, p. 115).

       A criança é capaz de perceber todo o sofrimento que envolve pessoas às quais ela ama e o ambiente em que convive. Isso afeta a forma que a criança pensa sobre si mesma e sobre seu mundo, seus sentimentos e emoções, e consequentemente, coloca essas emoções em seus comportamentos. O desenvolvimento do sujeito implica num caminho que vai da dependência do meio e da família, em direção a uma maior independência. Assim, estas, questões emocionais apresentadas pelas crianças podem ter estreita relação com a dinâmica familiar. Objetiva-se, então, por meio de um estudo teórico-clínico, ampliar a compreensão acerca dos sintomas da criança, refletir sobre as relações entre os sintomas da criança e a dinâmica familiar, assim como também refletir sobre os limites e alcances da orientação de pais na psicoterapia psicodinâmica infantil. Quanto à orientação de pais, considera-se que esta tem a função de acolher os mesmos em suas angústias, proporcionar maior compreensão acerca da criança, do seu funcionamento mental, da relação pai-mãe-filho, das suas queixas, da evolução e do que transcorre do lúdico. Desta forma concliu-se que ao longo do tratamento infantil deve-se manter contato com as redes desta criança, para que o processo terapêutico discorra de forma positiva.

Fernanda Magalhães

      Psicóloga
   CRP07/24580

VÍNCULO E APRENDIZAGEM

Vínculo E aprendizagem

Liliane Petry Bohlke

Especialista em Educação Infantil

Psicopedagoga Clínica e Institucional

 

A aprendizagem ocorre de todas as formas, o afeto favorece de forma significativa para que o sujeito  aprenda, “para aprender necessitam-se dois personagens, o ensinante e o aprendente e um vínculo que se estabelece entre ambos” (FERNANDEZ, 1990, p.47).

Quando falo em aprendizagem do sujeito, me refiro a todo estímulo que ele recebe desde o nascimento, o carinho, o cuidado, o afeto, o aconchego, todos os estímulos ajudam a constituir o bebê. São essas as emoções que ele vai carregar por toda a vida. Assim, quanto mais vivências permearem o crescimento de uma criança, melhor ela se saíra diante dos desafios da vida.

A dinâmica da aprendizagem ocorre com mais tranquilidade, desde que a forma de aprender o novo esteja garantida, aceita por ela, a partir do erro e da frustração, da alegria e amor recebido. Pois, para aprender precisamos estar conectados com o ensinante. Essa conexão é o vínculo afetivo, importantíssimo para a forma de receber, e entender coisas novas.

E então, o que é vínculo? Segundo Pichon (2007) é uma relação dialética entre mundo interno e mundo externo e entre sujeito e objeto, estabelecendo-se entre estes um diálogo e modificação permanente de um e de outro, através do processo de comunicação e aprendizagem.

O professor querendo ou não interfere positivamente ou negativamente na formação do seu aluno quando se envolve de fato no processo de ensino expondo seu potencial e fragilidades de um aprendiz. Quando transmitimos algo, transportamos mais que palavras, nossa postura, crenças, escolhas também são transmitidas, e isso se chama afetividade.

 

“É preciso ter o cuidado de transmitir nossas mensagens com clareza e pensar nas consequências do que dizemos, sem, contudo, transformarem-se em armas que ferem, humilham ou danificam a autoestima dos outros” (MALDONADO, 1994, p.38).

 

Sabe-se que nas relações, somente a partir do sentimento de segurança e afetividade inicia este vínculo que impulsiona o momento dos questionamentos, aceitação dos erros e a busca na figura do “mestre” pelo conhecimento que constrói a aprendizagem.  Muitas vezes por não terem este vínculo positivo, os alunos ficam acanhados em expor suas dúvidas e fracassos que os fazem mascarar suas angústias resultando frustração, baixa estima e muitas vezes, abandono.

Muitas vezes, o aluno precisa encontrar no professor uma figura positiva em sua aprendizagem, e se espelhar nesta figura quando não consegue encontrar nenhuma referência positiva familiar. Sabe-se que a participação da família na vida e escolar dos filhos está cada dia menor.

“As influências da vida pregressa familiar que interferem na capacidade de aprender a ler, por parte da criança, podem ser de uma variedade imensa. Muitas vezes, uma atitude negativa de uma criança para com a leitura é a consequência do desinteresse dos pais em assuntos intelectuais”( BETTELHEIM, 1984, p. 46).

 

Fernandez (1990, p. 48) nos diz que “o aprender transcorre no seio de um vínculo humano”, ou seja, nosso primeiro vínculo se estabelece com nossos pais, no seio familiar e depois, com o crescimento e entrada na vida escolar, é transferido para a figura do professor.

Para Pichon (2007, p. 31) “o vínculo é sempre um vínculo social, mesmo sendo com uma só pessoa” e é através da relação com essa pessoa que se dá o vínculo e se repete a história em um tempo e espaço. Para ele, o vínculo primeiro é externo, depois interno e por último interno novamente formando assim um ciclo. Seria assim: o que o sujeito tem dentro de si, dá para o outro, mas nem por isso o seu interno torna-se igual, aquilo que o outro recebe modifica-se durante a troca.

Os alunos presentes em nossas escolas muitas vezes não querem que seus professores saibam o que move dentro de si de forma inconsciente. O papel do professor, além de mediador do conhecimento, é também de ocupar seu lugar e conduzir o aluno em direção à superação escondida dentro dele. Kupfer (1997, p.93) diz que “esta é uma tarefa incômoda, visto que ali seu sentido enquanto pessoa é “esvaziado” para dar lugar a um outro que ele desconhece”. O professor também é marcado pelo seu desejo inconsciente que o impulsiona a sua função de mestre. O desejo do professor de estar em sala de aula é justificado pela sua presença, porém a transferência acontecerá se ele realmente estiver ali.

O vínculo criado em sala de aula se reflete na preocupação com os alunos, reconhecendo-os como seres autônomos, mostrando exigências coerentes e uma atitude de confiança e respeito à sabedoria e à condição de aprendiz de cada um. O vínculo afetivo contribuiu para reparar possíveis fraturas no processo de aquisição do conhecimento de cada um dá espaço para que haja um aprendizado que transforma seu interior e projeta suas atitudes e mudanças refletindo no exterior de suas relações.

Fernandez (1990, p.52) defende que “não aprendemos de qualquer um, aprendemos daquele que outorgamos confiança e direito de ensinar”. Não há transferência sem vínculo. Não seria possível dividir, aprender, somar ideias com quem não criamos laços, sejam eles positivos ou negativos.

A ideia de transferência positiva mostra que, todos aqueles que apostam na criança, conseguem observar o crescimento deste.      O professor deve saber que é um interlocutor privilegiado e que o vínculo é um facilitador na transferência e na aprendizagem.

Para finalizar, Lacan (1992, p.71) nos diz que “…alguma coisa que se assemelha ao amor ,é assim que se pode, numa primeira aproximação,definir a transferência”.

 

 

BIBLIOGRAFIA

BECKER, F. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem em J.piaget e Paulo Freire. Rio de Janeiro: DPIA Editora Palmarinca, 1997

BETTELHEIM, B.; ZELAN, K. Psicanálise da alfabetização: um estudo psicanalítico do ato de ler e aprender. Porto Alegre: Artes Médicas, 1984.

FERNANDEZ, Alicia. A inteligência aprisionada. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.

FREUD, Sigmund. A dinâmica da transferência. In: Obras complementares. Rio de Janeiro: Delta, 1992.

__________. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud.  Edição Standard. Vol. XVIII. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

LACAN, J. O Seminário Livro 8: Transferência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992.

LAPLANCHE, J. & Pontalis, J. Vocabulário da Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

PICHON-RIVIÈRE, Enrique. Teoria do vínculo. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

 

As Birras…

Um exteriorizar de frustrações…


As birras começam com um motivo, quer seja interno ou externo. Como tal, é muito importante identificar esse motivo a fim de as evitar no futuro. No auge de uma birra parece que o controle desapareceu por completo. Neste estado, não há pensamento, reflexão, comunicação possível, apenas existe uma descarga explosiva de tensão. Para além disso, surgem manifestações físicas: a pele fica avermelhada, o ritmo cardíaco e respiratório aumentam e o corpo da criança agita-se ou entra em convulsões com o choro.
As crianças com idades acima dos 2 anos e meio ou dos 3 anos parecem usar as birras como uma ameaça e uma ferramenta para conseguirem o que querem. Se a criança estiver frustrada porque quer algo que não pode ter, o adulto não tem de lhe dar. Caso o faça, estará a aumentar a possibilidade de que as birras aconteçam. A criança precisa saber que as suas birras não são tão poderosas e tão assustadoras que os pais não consigam fazer-lhes frente, e precisam da certeza que os pais se atrevem a enfrentar a birra, cuidam dela e a protegem dela mesma.
Quando tal acontece, ela tenta primeiro tudo o que sabe. Vai até parecer-lhe que a criança está a dar-lhe um último olhar de aviso antes de se atirar para o chão. Mesmo aí, ela parece estar bem consciente do seu público e abranda de vez em quando para avaliar se este se mantém e grita mais alto, se a mãe ou o pai tentarem intervir. É nesta altura que os pais precisam perceber que o seu poder sobre uma birra está em desistir dela e deixar a criança a aprender a controlar-se: “Estou a ver que estás descontrolado. Sei que consegues controlar-te sozinho, por isso vou afastar-me um pouco até que o faças”. Depois do pior ter passado, a criança começa a descontrair-se e volta pouco a pouco ao seu estado normal. No entanto, ainda está frágil e pode irritar-se facilmente com intromissões no seu esforço para se acalmar. A criança só pode ser confortada mais tarde. Nessa altura, podem conversar e tentarem fazer uma revisão dos acontecimentos, na esperança de os evitar no futuro. Deve-se também elogiar quando a criança conseguiu se controlar, incentivando-a a dominar as birras tão assustadoras para ela própria. Um abraço, um beijinho, ajuda a criança a sentir-se de novo segura.

Quais são as causas das birras?
As birras acontecem, muitas vezes, porque as crianças, já “obrigadas” a encararem um vasto leque de desafios – motores, cognitivos, emocionais, comunicativos e sociais – ainda não dominam as competências necessárias para lidar com todos eles. Para além de uma coordenação limitada, falta de destreza e de palavras, está a falta de algumas capacidades básicas – tolerância à frustração, paciência e a capacidade de se acalmar, entre outras, sem as quais as birras se tornam inevitáveis. Estas capacidades vão sendo adquiridas ao longo do crescimento e podem demorar algum tempo a ser interiorizadas. Mas não se preocupe porque são normais em crianças com menos de 4 ou 5 anos.

Como lidar com as birras?
Se a criança puder ser deixada onde está, em segurança, deixe-a, afastando-se um pouco. Caso ela esteja a usar a birra para lhe transmitir algo, afastar-se é a melhor maneira de lhe mostrar que tem de encontrar uma forma mais adequada de lhe dizer o que lhe vem na cabeça. Antes de se afastar, diga à criança que sabe que ela é capaz de se controlar e que volta para perto dela quando isso acontecer. O melhor é não se envolver na birra dela. Caso, não possa deixá-la onde está, por exemplo, numa loja, pegue-lhe ao colo. Algumas crianças sentem-se confortadas quando lhes pegam no meio de uma birra e vão se acalmando ao sentirem-se agarradas com firmeza. Explique-lhe, calmamente, que vai a segurar até que ela se acalme. Caso fique ainda mais agitada, afaste-a o mais rapidamente possível para um lugar seguro (por exemplo, da loja para o seu carro, onde podem sentar-se calmamente, não a deixe sozinha). Nesse momento, fale com ela o menos possível, exceto para lhe dizer que não vai acontecer nada antes de se acalmar. Se a criança tentar interagir antes de se acalmar, dê-lhe tempo, não se envolva ainda. O “tratamento silencioso” pode deixá-la furiosa, portanto diga-lhe rapidamente que irão conversar quando tiver a certeza de que ela já terminou e consegue se manter calma. Se tentar falar com o seu filho sobre o incidente antes de ele ter se acalmado, para lhe dizer o que pensa ou deixá-lo explicar-se, é provável, que ele se descontrole outra vez. Diga-lhe: “falamos quando fores capaz de o fazer sem ficares agitado.”
Uma maneira da criança controlar as birras passa por seguir o exemplo dos pais em termos de estratégias de auto-controle. As piores birras ou as mais inconvenientes e embaraçosas acontecem quando os pais estão mais tensos, pois a criança sente essa ansiedade e conseqüentemente reage a isso, aumentando e manifestando também a sua própria tensão. As birras não acabam de um momento para o outro, não deixe de desencorajar o seu filho quando a próxima acontecer. Se a sua resposta às crises dele lhe der a impressão de que lhe fazem a vontade se fizer birra, é provável que ele repita, uma e outra vez, mesmo quando já tiver idade para não o fazer. O seu filho precisa perceber que as birras significam que ele se descontrolou e não que a controla a si. Quando a criança sente que tem controle sobre a mãe/pai mais do que devia, pode sentir-se assustada. As crianças precisam saber que os pais dominam as situações, especialmente quando elas não são capazes de o fazer. A serenidade dos pais, o amor que é transmitido à criança, e o estabelecimento de uma relação pais-filho de segurança é o melhor meio para lidar com as birras.

Psicóloga Kellen Ledel

CRP 07/20760

Quando levar seu filho ao psicólogo

Está enganado quem pensa que terapia é coisa para adulto. Apesar de muitas pessoas ainda considerarem o acompanhamento psicológico algo totalmente supérfluo, as crianças também podem necessitar de ajuda especializada para superar situações. Para muitos pais, esse assunto ainda é cercado de incertezas e ansiedade, pois muitas vezes eles observam que há algo de errado com a criança, mas não conseguem identificar o que se trata. Não raro, a própria criança não consegue expressar tudo o que está sentindo e vivenciando, por isso o olhar atento dos pais para essas mudanças e a busca de ajuda são importantes para o desenvolvimento emocional saudável.

Ficar atendo a mudanças da criança e identificar situações que possam desencadear ansiedade e stress, auxiliam na decisçao pela busca de ajuda especializada. Observe se ocorrerem choros frequentes e mudança de comportamento; dificuldade de aprendizagem e interação social; ansiedade; compulsão alimentar; agitação excessiva e dificuldades de concentração; situações que podem desencadear stress; agressividade; conflitos familiares que podem afetar emocionalmente a criança.

O psicólogo infantil trabalha com objetivo de oferecer um ambiente onde ela se sinta segura e acolhida em suas angustias e conflitos. O psicólogo busca ajudar a criança a se restabelecer de forma mais saudável e também poderá orientar os pais para a continuação do processo de melhora em casa.

Juliane Cruz de Araujo

Psicóloga Criança e Adolescente
CRP: 07/22788

Por que algumas crianças apresentam alterações na fala?

As causas da dificuldade na produção da fala podem ser devido a alterações neurológicas (quando áreas motoras da fala estão afetadas); alterações estruturais dos órgãos fonoarticulatórios (frênulo da língua, alterações de tônus, etc.) ou ainda, podem não ter nenhuma causa orgânica envolvida, assim chamado de transtorno fonológico.

O Transtorno Fonológico é caracterizado pela produção inadequada de certos sons na fala. Os fonemas são adquiridos pela criança de forma gradativa e, quando ela apresenta um desvio nesse desenvolvimento ocorre a omissão ou a troca de sons que não são mais esperados para sua idade. Esta alteração gera uma ininteligibilidade na fala da criança, o que dificulta a sua compreensão e pode interferir na sua comunicação e interação social.  Além disso, dificuldade na linguagem oral, que pode interferir no aprendizado da escrita.

Se seu filho ou aluno está apresentando dificuldades na fala,  é importante procurar um fonoaudiólogo para uma avaliação detalhada e, se necessário, iniciar uma intervenção terapêutica.

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Carolina Laux

Fonoaudióloga – CRF/RS 9910

Ambientoterapeutas participam do Curso “Trabalhando com Criança Autista”, no Espaço Criar, em Canoas/RS.

Ocorreu no sábado, dia 01 de outubro, o curso “Trabalhando com Criança Autista”, em Canoas, e quatro de nossas ambientoterapeutas se fizeram presentes no evento.

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O curso promovido pelo Espaço Criar (Canoas) em parceria com a Clínica Horizontes (Porto Alegre), promoveu o debate sobre o atendimento de crianças autistas, através do olhar da psicologia, da fonoaudiologia e da psicopedagogia.

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Através dos diferentes olhares, a manhã de sábado foi de aprendizado e troca de experiência entre os profissionais.

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Nossas profissionais: Valquíria Pisniaki (estagiaria de psicologia), Juliane de Araujo (psicóloga), Kariny da Silva (fonoaudióloga) e Camila Nobre (terapeuta ocupacional).

Arteterapia

Terapia para Criaças

A arteterapia, que é o uso da arte como base de um processo terapêutico, propicia resultados em um breve espaço de tempo.  Visa estimular o crescimento interior, abrir novos horizontes e ampliar a consciência do indivíduo sobre si e sobre sua existência.
Utiliza a expressão simbólica, de forma espontânea, sem preocupar-se com a estética, através de modalidades expressivas como: pintura; modelagem; colagem; desenho; tecelagem; expressão corporal; sons; músicas; criação de personagens, dentre outras, mas utiliza fundamentalmente as artes plásticas e é isso que a identifica como uma disciplina diferenciada. Enquanto a Arte Educação ensina arte, a arteterapia possui a finalidade de propiciar mudanças psíquicas, assim como a expansão da consciência, a reconciliação de conflitos emocionais, o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. A arteterapia tem também o objetivo de facilitar a resolução de conflitos interiores e o desenvolvimento da personalidade. Por ser bastante transformadora, pode ser praticada por crianças, adolescentes, adultos, idosos, por pessoas com necessidades especiais, enfermas ou saudáveis. Hoje, é exercida em ateliês e instituições com atendimentos individuais ou em grupos.

Veja algumas atividades de Arteterapia feitas na Clínica CAFE:

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Psicóloga Esp. Ariane Lizze Vieira

CRP 07/24288

Ambientoterapeuta da Clínica CAFE